quarta-feira, 22 de abril de 2009

o sentimento da não onipresença

Queremos fazer tudo e estar em todos os lugares ao mesmo tempo depois que somos mães.
Nos esquecemos que este papel não nos cabe, onipotente e onipresente só o nosso Deus. Pensava nisso enquanto estava lavando umas louças na cozinha e corri pra ver o que Maria Luiza fazia, caladinha, fazia em meu quarto. Constatei: tirava um por um os livros de minha estante, aqueles que li enquanto ela era bem novinha, entre 1 e três meses, como o Criando Bebês Felizes, de Steve Biddulph. Pedi que ela os recolocasse na estante, pois havia feito uma baguncinha à parte. Ela me obedeceu. Fez a seu modo, mas guardou. Vejo que minha bebê caminha pra uma comunicação tranqüila e efetiva... mas nem sempre é assim. Às vezes peno repetindo pra que ela desça da cadeira da cozinha e ela se faz de desentendida. Às vezes quero estudar e ela quer brincar, quero ficar em silêncio e ela quer barulhinho... interesses divergentes e momentos de humor que muitas vezes também não se alinham... mas tudo isso seria em maior grau de estresse se não contássemos com alguém que disse “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”(Matheus 11:28) Devemos entregar a Jesus nossas cargas, cansaços e sensação de impotência que nos assola quando além de fazermos tudo o que poderíamos, gostaríamos de ter feito mais um pouquinho por nossos filhos e por nós mesmas.

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